Gostaria de começar
este post com uma pergunta: O que é um vinho inesquecível para você?
É aquele que você
lembra com detalhes dos aromas e gosto? Ou aquele vinho que mesmo não lembrando
de nada disso, você sabe que é bom?
Vinho é muito mais do
que alguns Reais podem pagar!
Hoje vamos falar do Chablis 1er Cru do Domaine Laroche 2009, um vinho 100% Chardonnay, da região da Borgonha. Provei-o há muito tempo atrás, durante um jantar no restauranteLa Marie, do chef Edson Di Fonzo.
Acompanhando Ostras Gratinadas e Camarões à Veneza (camarões servidos dentro de um abacaxi), o
vinho ficou perfeito! Não lembro muito de detalhes de olfato e paladar, mas
estava espetacular.
Seguramente, provei Chablis potencialmente melhores, mas
este marcou.
É muito saboroso, tanto pode acompanhar um prato como bebê-lo somente. É
um vinho cheio de segundas intenções, você pode conversar, jantar, namorar e
amar a noite inteira.
A Domno, do grupo Valduga, produz excelentes espumantes e importa excelentes vinhos.
No Encontro de Vinhos São Paulo, colocou em segundo lugar, o Tinedo Cala nº2 - 2009.
E não foi a primeira vez.
No Encontro do Rio de Janeiro, colocou o Nexus, outro espanhol, de Ribera del Duero, também na segunda posição.
Agora é a nova chance de abocanhar o primeiro lugar e também de mostrar seus vinhos para o visitante de Campinas. http://www.domno.com.br/
Dia 29 de Junho, das 14 às 22 horas, no Tenis Clube de Campinas, na rua Coronel Quirino, 1346 - Cambuí.
Provei na semana passada 6 vinhos produzidos pela família Frescobaldi que mostram a qualidade de diversos vinhedos espalhados pela Toscana e também a regularidade de uma familia com uma história de 1000 anos.
O Albizzia Chardonnay 2011, é um vinho bem fresco, com notas cítricas, limão, abacaxi e maracujá.
Na boca é refrescante, tem corpo médio, elegância e um final médio/longo.
Custa 68 reais.
O Castello di Pomino Bianco 2011, é um Chardonnay com Pinot Bianco.
25% das uvas são fermentadas em barricas francesas e depois disso, uma pequena parte do vinho passa mais 3 meses em barricas.
No nariz tem notas florais, pêra e mel.
Na boca mostra mineralidade, elegância e um excelente equilíbrio.
O final é longo.
Custa 98 reais.
O Nipozzano Riseerva Chianti Rufina DOCG 2008 é um vinho com 90% de Sangiovese e 10% de outras uvas toscanas.
Passa 24 meses em barricas francesas.
No nariz as frutas negras aparecem mais, deixando pra madeira apenas aquele toque suave de baunilha, canela e leve cravo.
Na boca é encorpado, tem ótimo equilíbrio, notas de ervas aromáticas e um longo final.
Custa 128 reais.
O Lucente IGT 2008 é um grande vinho.
Produzido na vinícola Luce della Vite, num projeto dividido com Robert Mondavi.
Um corte de Merlot (50%), Sangiovese (35%), e Cabernet Sauvignon (15%).
Um Supertoscano!
No nariz as notas de cacau, chocolate, café e alcaçuz se misturam com as frutas negras e se revezam na predominância de uma forma interessante e quase única.
Na boca é encorpado e elegante.
Os taninos unem força e maciez.
O final é longo com notas de café.
Custa 198 reais.
O vinho que mais me impressionou foi o Lamaione IGT 2007.
Mais um Supertoscano que poderia encarar às cegas qualquer grande Merlot da margem direita de Bordeaux.
Merlot in Purezza (como se diz na Itália quando um vinho é 100% de uma variedade).
O vinho passou 2 anos em barricas francesas.
No nariz é elegante, sem excesso e sem falta de nada.
Chocolate, ameixa, amora, tabaco, chá preto...
Uma festa!
Na boca é encorpado, tem os taninos aveludados, boa acidez, final longo com notas de alcaçuz.
Um super vinho que custa 428 reais.
O Castelgiocondo Brunello di Montalcino 2007 encerrou a degustação.
100% Brunello (Sangiovese Grosso) como manda a legislação.
No nariz tem notas de pimenta negra, mirtilo, violeta e couro.
Na boca é encorpado e equilibrado. Tem os taninos finos e um final bastante longo.
Custa 398 reais.
Conversei com um legítimo Frescobaldi, da 30ª geração.
Stefano Benini.
Ele contou brevemente a história da família:
Os vinhos Frescobaldi são importados com exclusividade pela Ravin - www.ravin.com.br
Perfeitos porque servem comida de
qualidade, num ambiente agradável, com um leque de opções de bebidinhas para
acompanhar!
Só que, hoje em dia, isso não
chega a ser um diferencial, afinal, ser bem atendido e servir coisas boas é
obrigação.
O diferencial está no carinho
deste atendimento!
Semana passada fui
pra casa, na passada por Porto Alegre aproveitei para conhecer a Champanharia
Amêndoa, um lugar especial, novinho em folha, com apenas 2 meses de
funcionamento.
Algumas coisas me
chamaram a atenção: a primeira foi o fato de que a proprietária, Fernanda
Matias, passa de mesa em mesa conversando com os clientes,
a segunda, foi a apresentação
e sabor dos pratos.
Não fomos jantar,
pois eu havia comido no aeroporto mais cedo. Para passar o tempo, acabamos
pedindo uns petiscos para harmonizar com o Rosé Brut da Pericó, que também foi
uma excelente escolha.
Enfim, logo que o prato chegou, fiquei encantada com
a apresentação, ao comer minha surpresa foi ainda maior: pão caseiro, novinho, feito
na própria cozinha do bar.
Isso sim é
diferencial! Na mesma hora me arrependi de ter comido "qualquer
coisa" no aeroporto.
O Chef, e também proprietário,
Henrique Hoss, prepara tudo com muito carinho para que os clientes se sintam
satisfeitos por completo.
O casal está de parabéns, realmente se completam!
Fiquei com vontade de
conhecer o restaurante deles no almoço, que funciona no outro ambiente do bar,
já com mais de 15 anos de história.
Show de bola, cada
vez que vou à capital gaúcha me apaixono por um novo lugar!
Desde 2010 a Lindoya Verão participa das edições do Encontro de Vinhos. Uma água que dispensa comentários. Tem mais de 60 anos de tradição e foi a única água que viajou pra lua, matando a sede do primeiro homem que pisou por lá. http://www.lindoyaverao.com.br/ Dia 29 de Junho, das 14 às 22 horas, no Tenis Clube de Campinas, na rua Coronel Quirino, 1346 - Cambuí. www.tcc.com.br Ingressos mais baratos (50 reais) pelo site: http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/ Ingressos no dia da feira: 60 reais. Sócios da ABS: 30 reais (também à venda pelo site) www.encontrodevinhos.com.br
A variedade da Borgonha é a única uva tinta autorizada na Alsace.
A Pinot Noir ocupa 1337 hectares, o que representa 9,1% dos vinhedos alsacianos.
É usado principalmente para os Crémants d'Alsace (espumantes) blancs de noirs, Rosés e também vinhos tintos e rosés de estilos diferentes.
Os tintos são frutados, leves, com aromas de cereja e framboesa, muito bom na harmonização com os embutidos da região, saladas e carnes brancas.
Muitas vezes o rendimento é baixo (típico da Pinot Noir).
Alguns produtores conseguem uma boa maturação e envelhecem os vinhos em barricas, conseguindo vinhos mais complexos, com notas de couro e cereja bem madura.
Nesse caso, os vinhos harmonizam melhor com carnes de caça e carnes vermelhas em geral.
A Max Brands, que importa vinhos de produtores importantes da Argentina, Chile, França, Itália e Portugal, confirmou sua participação no Encontro de Vinhos Campinas. No Encontro Off, em São Paulo, colocou o chileno Chilcas entre os 5 melhores da feira. Importa dos famosos vinhos Batasiolo e Cesari (Itália), e os vinhos da Bodega Sottano (Argentina). Dia 29 de Junho, das 14 às 22 horas, no Tenis Clube de Campinas, na rua Coronel Quirino, 1346 - Cambuí. www.tcc.com.br Ingressos mais baratos (50 reais) pelo site: http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/ Ingressos no dia da feira: 60 reais. Sócios da ABS: 30 reais (também à venda pelo site) www.encontrodevinhos.com.br
Segundo a lenda, a Pinot Gris chegou até a Alsace, trazida da cidade de Tokay, em 1565.
A variedade ganhou vários nomes: Grauer Tokayer, Tokay Gris, Tokay d'Alsace, Tokay Pinot Gris, e desde 1 de Abril de 2007 foi definido que deve ser chamada de Pinot Gris.
Representa 11,9% dos vinhedos da Alsace, com 1760 hectares plantados.
Deixando a lenda de lado, a conclusão atual é que a Pinot Gris é originária da Borgonha, onde é chamada de Pinot Beurot e está plantada nos mesmos lotes da Pinot Noir (na maior parte em vinhas velhas) da mesma forma que hoje costumam chamar de Field Blend, mas não são mencionadas em rótulos.
Na Alsace, se transforma em vinhos bastante concentrados, com frescor, notas de espaciarias e frutas (pêssego, Abricó).
Normalmente são vinhos com bastante acidez e de longa guarda, que ficam muito bons também em colheitas tardias.
São vinhos normalmente fechados que melhoram bastante se decantados.
São brancos que harmonizam com carnes vermelhas e brancas, rosotos, polentas, fois gras e champignons.
Na Alsace, acompanha o Baeckeoffe (no dialeto alsaciano significa "forno de padeiro", é uma mistura de fatias de batatas, cebolas, cubos de carne de carneiro, carne de boi, de porco, marinados em vinho de um dia para o outro e cozido lentamente em uma panela de cerâmica).
A grande vencedora do Top 5 do Encontro de Vinhos Off - São Paulo, com o Antichello Amarone 2008, confirmou presença no Encontro de Campinas. A Ravin é uma importadora com um catálogo excelente, com vinhos de diversos países e regiões. Sempre que participa apresenta novidades e faz muito sucesso com seus vinhos. Dia 29 de Junho, das 14 às 22 horas, no Tenis Clube de Campinas, na rua Coronel Quirino, 1346 - Cambuí. www.tcc.com.br Ingressos mais baratos (50 reais) pelo site: http://www.encontrodevinhos.com.br/venda-de-ingressos/ Ingressos no dia da feira: 60 reais. Sócios da ABS: 30 reais (também à venda pelo site) www.encontrodevinhos.com.br
Nasci e vivo na segunda cidade que mais consome pizza no mundo – São
Paulo. Além disso, sou descendente de italianos. Não podia dar outra: Amo Pizza!
Preciso comer um pedacinho de pizza pelo menos uma vez na semana, caso
contrário, fico triste e sinto falta daquele pedaço de massa repleto de recheio.
Gosto tanto de pizzas que nem tenho um sabor preferido, todos me encantam.
Confesso também que não me preocupo com a harmonização da pizza com vinho, justamente
porque com a variedade de sabores, às vezes fica impossível pensar em um vinho
que contemple tanta diversidade de ingredientes.
Por isso acho que a informalidade, nesses casos, deve reinar! Curta a pizza,
o vinho, os amigos e aprecie sem pretensões.
Se ainda assim você
preferir alguma indicação, vamos para uma recordista da preferência nacional:
Pizza de calabresa.
Mas antes de pensarmos na harmonização é necessário alguns cuidados:
Pizza de calabresa muito apimentada
é bom evitar, pois a pimenta pode atrapalhar as papilas gustativas, aniquilando
o vinho.
Outro cuidado é com os vinhos do novo mundo, que apresentam uma bomba de
frutas compotadas; o açúcar do final de boca pode sabotar a harmonização.
Além disso, esteja atento à azeitona que pode pôr tudo a perder com seu
sabor altamente salgado.
Passado essas observações, penso que pizzas de embutidos, em geral,
pedem vinho com bastante corpo e boa presença de taninos. Um Chianti pode ser uma boa opção. Um
Cabernet Sauvignon também pode dar conta do recado. Na verdade acho que você não
terá uma harmonização incrível, mas sim um bom equilíbrio na boca.
Ainda quero testar dois vinhos com pizza de calabresa: Um Pinot Noir da Borgonha e um Tannat. O que será que vai acontecer?
Se você já fez a experiência, não deixe de nos contar.
A AOC Alsace gewurztraminer pode constar no rótulo de vinhos produzidos em 2637 hectares da região, representando 17,9% do total plantado.
Essa variedade tradicional, nasceu de uma seleção e mistura entre a Traminer e a Savagnin rosé.
A Alsace tem um terroir perfeito para a Gewurz, que também aparece comm muita qualidade na Áustria, Alemanha e em alguns lugares do novo mundo.
Na Alsace ela se transforma em vinhos muito aromáticos com notas florais (rosa), lichia, mel e especiarias (a palavra Gewurz significa especiado, temperado).
Com essa complexidade de aromas, os vinhos se mostram potentes na boca, encorpados e complexos, com um frescor um pouco mais discreto do que outros vinhos da Alsace.
A AOC Alsace também produz vinhos de colheita tardia chamados em francês de vendange tardive ou sélection de grains nobles.
Podem ser adocicados ou licorosos e são vinhos de longa guarda.
A Gewurtztraminer harmoniza perfeitamente com pratos mais temperados da cozinha asiática ou indiana.
Também vai muito bem com os queijo munster ou foie gras.