Papo de Vinho
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Tudo sobre o mundo do vinho!

terça-feira, julho 23, 2019

Os vinhos da Vinyes ocults são limpos, diretos, vibrantes.






Conheci os vinhos do Vinyes Ocults, no Encontro de Vinhos, em Abril.
Mas só agora conheci o dono do vinho.
Aquela história que o vinho tem a cara de quem faz é certa e não tem erro.
O argentino Tomás Staringer é um cara inquieto, que não se contenta com o que já foi feito.
Passou um tempo na Catalunha, mais precisamente em Saint Sadurni d'Anoia, uma espécie de Champagne da Espanha. Sendo mais preciso: Terra da Cava.
Começamos provando um espumante muito bem feito, antes de ir para um Viognier e depois os tintos.
É impressionante como os gostos evoluem.
A Argentina resolveu virar a página dos vinhos com muito corpo, com frutas quase compotadas, quase em geleia, para seguir em direção da fruta, do terroir que me dá impressão de deixar os taninos com uma granulação fina que parece que estamos com um pó de giz na boca.



O Blend tem Malbec 2016, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
No nariz as notas são de frutas vermelhas bem frescas, tabaco, eucalipto, grafite...
Na boca é seco, tem uma acidez surpreendente, que dá um ótimo frescor.
Os taninos são o que falei antes, granulados, com textura macia, não secam a boca e mostram que o vinho vai envelhecer bem.
O sabor é intenso, misturando tudo que sentimos no nariz e algo da passagem em madeira francesa e americana por um ano.
Persistente.
Nota: 91
Preço: 150 reais
Importadora Boca a Boca www.bocaabocavinhos.com.br




O Gran Malbec 2015, já ganha o consumidor com o rótulo.
Uma caveira (inspiração do enólogo que veio de uma viagem ao México, bem no dia dos mortos) de metal dourado estilizada, no estilo mexicano.
Mesmo que estivesse em uma garrafa feia, dificilmente esse vinho passaria despercebido.
100% Malbec.
No nariz as frutas frescas. Cassis, cereja, amora...
Violeta, mentol, eucalipto...
Camadas de aromas que causam uma expectativa gigante para o primeiro gole.
Na boca é seco, direto, tem boa acidez, bons taninos (o mesmo estilo que falei anteriormente) e um equilíbrio perfeito.
É potente, elegante, longo, equilibrado...
É direto, limpo, vibrante.
Grande vinho!
Nota: 94
Preço: 400 reais.
Importadora Boca a Boca www.bocaabocavinhos.com.br



sexta-feira, julho 19, 2019

O espumante surpreendente da Luigi Bosca.





Ontem falei da vertical do vinho Icono, da Luigi Bosca.
Não posso deixar de falar do espumante Bohème Brut Nature, que tem muita coisa em comum com os grandes champagnes. Inclusive uma porcentagem de Pinot Neunier.
Conversei com o enólogo da bodega, o Pablo Cúneo.







quinta-feira, julho 18, 2019

Provei uma vertical dos ícones da Luigi Bosca e ainda conversei com o dono, Alberto Arizu.




Uma vertical é sempre especial.
Uma vertical de um vinho feito para resistir ao tempo é melhor ainda.
O Icono da Luigi Bosca, é o vinho mais importante da vinícola.
Provei as safras de 2006, 2008, 2010, 2011, 2015 e 2017.
Uma experiência que ultrapassa os limites gustativos e leva a uma análise da evolução do mercado, a evolução dos vinhos e das pessoas que trabalharam na produção.
Vale ressaltar que todos os vinhos estavam excelentes e tecnicamente impecáveis.
O que mudou foi a proposta.
Isso se percebe muito bem.
E não é uma proposta da Luigi Bosca, é a proposta dos vinhos argentinos que evoluíram de tal forma, que deixaram de ser pesados, com notas de frutas muito maduras (geleia de frutas), alcoólicos, super encorpados e algumas vezes vinhos de uma taça só.
A potência continua lá, a madeira aparece menos, a fruta aparece mais e os taninos unem potência com elegância.
O frescor passou a ser protagonista.
Por mais que o terroir mendocino exija correções de acidez com ácido tartárico na grande maioria das vezes, a acidez parece mais vibrante, mais natural e a evolução no campo e na bodega conseguem corrigir de outras formas o que parecia impossível.
Do 2006 ao 2011, os vinhos mostravam mais madeira e mais concentração, com a fruta ficando em segundo plano, mas ainda assim bem colocada.
A capacidade de evolução do vinho é surpreendente.
Todos ainda tinham cor de vinho jovem e todos tinham os taninos ainda bem presentes.
O 2015 e o 2016 são jovens. Cheios de frescor.
Independente da idade se percebe a mudança de perfil.
Vinhos que dão mais espaço para a fruta bem fresca, nada de geleia, nada de fruta madura demais.
A madeira se sente muito menos e os taninos são granulados, como se fosse um pó de giz.
Apesar de potente e encorpado, a acidez provoca uma salivação deliciosa.
Vinhos suculentos, complexos, cheios de vida e em dia com o que há de melhor em Mendoza.
Conversei com o Alberto Arizu, sobre o preço dos vinhos.
Um vinho na faixa dos 800 reais, provoca uma comparação inevitável com grande vinhos de Denominações de Origem europeias do primeiro time.
O cara vai na prateleira e vê um Borgonha, um Bordeaux, um Barolo, todos na mesma faixa de preço.
Sem discutir qualidade, apenas uma reflexão sobre reputação de regiões míticas e um terroir do novo mundo.
Assista a conversa com o Alberto Arizu.




Avaliei todos os vinhos separadamente.
Seguem as notas:
Icono 2006 - 91 pontos
Icono 2008 - 92 pontos
Icono 2010 - 92 pontos
Icono 2011 - 91 pontos
Icono 2015 - 93 pontos
Icono 2017 - 94 pontos

Importados pela www.decanter.com.br
Preço: 886 reais

sexta-feira, julho 12, 2019

Mais uma entrevista do Entre Câmeras. Lamberto e Silvia Percussi.





O CG10 nasceu faz menos de um ano e o Entre Câmeras já entrevistou pessoas importantes no mundo do vinho e da gastronomia.
São entrevistas gostosas de fazer e espero que para quem assiste, gostosas de assistir.
A mais recente é essa.
Lamberto e Silvia Percussi.





A Vinheria Percussi fica na Rua Cônego Eugênio Leite, 523 - Beirro Pinheiros - São Paulo - SP

quarta-feira, julho 10, 2019

Entrevista exclusiva com Raúl Pérez - O Espírito Livre da região de Bierzo.





Raúl Pérez é daqueles caras que fazem a conversa passar rápido. Com simplicidade fala de assuntos sérios. Fala sobre o aquecimento global, leveduras selvagens e sobre o terroir. Luis Gutiérrez, da Revista Wine Advocate, disse que "Raúl é um espirito livre, faz e desfaz, vai de um lado para o outro, não para de inventar, de maquinar, de provar, de mudar e de voltar a mudar..."




terça-feira, julho 09, 2019

Alto de la Ballena Cetus Syrah 2012 - Maldonado - Uruguay






Vinho perfeito para mostrar a evolução do Uruguai na produção de vinhos de qualidade.
Eu conheci esses vinhedos de Syrah e fiquei realmente impressionado com o trabalho do Alto la Ballena:



É a segunda vez que provo esse vinho no ano e ele continua firme, com 7 anos de idade e sinais ainda de juventude.
No nariz as notas de amora, cereja, um toque tostado e algumas notas que indicam a passagem por madeira, mas com uma integração fruta/madeira incrível.
Na boca é seco, encorpado, tem os taninos bastante macios com textura aveludada e muito equilíbrio.
O sabor é intenso com as notas de frutas vermelhas, coco queimado, baunilha e cacau.
É potente e elegante.
Um vinho que mostra o Uruguai como produtor de vinhos de alta qualidade.
Preço: R$ 594,00 
Nota: 92

quinta-feira, julho 04, 2019

Nariz, boca... O vinho é pra beber ou pra cheirar?


Foto: Chico Cineasta

Olhar a cor, cheirar o vinho, girar a taça, cheirar de novo e beber...
É um ritual que parece um suspense antes do ato final e principal.
Imagine que se você não fizer nenhum suspense o ato final é suficiente para o veredito: gostei? não gostei? acompanhou bem a comida?
A cor não precisa harmonizar. Basta ser tinto, branco ou rosé para termos ideia do que vem pela frente.
Serve para saber se o vinho está jovem ou evoluído, já que os brancos e rosés escurecem com o tempo e o tinto perde a cor, vai ficando com aquela cor próxima ao tijolo.
O cheiro ou aroma ou bouquet, também dão muitos sinais sobre a qualidade do vinho.
Aroma é o termo usado para os vinhos com cheiro de frutas e é classificado como aromas primários.
Se tem primário tem os aromas secundários, que estão relacionados ao período de produção e fermentação, com cheiro que remete a nozes, madeira, fermento, pão, manteiga...
Do secundário ao terciário, já se pode usar o termo bouquet.
Não se trata de afetação ou snobismo, são termos técnicos que o consumidor não precisa usar, mas pode usar caso queira degustar tecnicamente.
Os cheiros secundários e terciários surgem durante o processo de produção e envelhecimento do vinhos, que pode ser na barrica ou na garrafa.
Os secundários vão do café, caramelo, chocolate, manteiga, baunilha; e para os mais envelhecidos quando o vinho traz os aromas provocados pela evolução, pelo tempo.
Os exemplos são os aromas de frutas secas, cogumelos, terra, carne defumada, dependendo um pouco da cor do vinho (branco, tinto, rosé, espumante).
Tudo isso não seria nada se o sabor fosse ruim. Desagradável.
Todo esse ritual pode ser desprezado se a finalidade é apenas beber um vinho, acompanhar a comida sem preocupação.
Não é preciso entender nada pra beber vinhos.
Degustar é prestar atenção no que estamos bebendo, e como beber é um ato simples, que remete a primeira refeição do ser humano, não tem mistério e nem precisa de nenhuma técnica. Todo mundo sabe beber qualquer líquido.
Mas se você quer degustar como um profissional, assim que colocar o líquido na boca, vai prestar atenção no peso do vinho (corpo), nos taninos (que dão aquela sensação granulada e secante de quando comemos banana verde ou caju), vai prestar atenção na acidez que te faz salivar e casa com os taninos como se tivessem nascido um para o outro. Também vai analisar o álcool, se ele queima ou pica a boca, desequilibrando o conjunto. Vai analisar o sabor, se ele é intenso ou leve, se ele é agradável, se ele é persistente, ficando na boca por mais tempo antes de desaparecer.
Não deve ser amargo, não deve ter nenhum item acima dos outros, com excessão do sabor.
E não pense que uma pessoa pode ter a capacidade de perceber tudo isso e você não.
É só praticar.
Não pense também que tudo isso é preciso.
Pode ter precisão, mas não é preciso.
É um ritual analítico que o consumidor pode seguir se quiser.
Pode curtir fazer isso ou pode achar chato e simplesmente beber.
Se olhar as notas que os críticos dão por aí (e eu me incluo), elas se referem a tudo isso, mas não são maiores do que o seu julgamento pessoal.
Se um vinho tiver os aromas fantásticos mas na boca não tiver equilíbrio e não for bom, ele não pode ter boa nota.
Simplesmente porque foi feito para beber.
Saúde!

terça-feira, julho 02, 2019

Sábado tem Encontro de Vinhos e Churrasco na Casa da Fazenda, em São Paulo





O ano do Encontro de Vinhos está movimentado. Depois das edições de São Paulo e Campinas, com lotação total, agora o vinho ganhou a companhia do churrasco.
A harmonização é natural. Basta ir numa churrascaria argentina, uruguaia ou até mesmo brasileira e olhar para as mesas dos clientes. Vinhos...
É a harmonização perfeita entre a proteína e os taninos que fazem a carne ficar mais gostosa e o vinho melhor ainda.
9 estações de churrasqueiros famosos vão garantir a comida, mais de 20 expositores de vinho vão garantir a bebida.
Quem comprar o ingresso tem direito a degustar os vinhos.
A carne é comprada direto dos churrasqueiros e quem quiser comprar garrafas ou taças cheias, negocia com o pessoal do vinho.
Vai ter música, espaço kids e aquele ambiente que só o Encontro de Vinhos tem.
Sábado, das 12 às 22 (dá pra almoçar e jantar), na Casa da Fazenda Morumbi - Avenida Morumbi 5594.
Ingressos pelo site: https://www.eventbrite.com.br/e/encontro-de-vinhos-churrasco-tickets-61687873089?aff=ebdssbeac

segunda-feira, julho 01, 2019

Fürst Hohenlohe Oehringen Spätburgunder (Pinot Noir) Trocken 2012 - Württemberg - Alemanha





Os vinhos alemães são fantásticos e prejudicados pela dificuldade de leitura dos rótulos.
Não é fácil pronunciar as palavras, entender o método de classificação de qualidade e também não é tão fácil encontrar os vinhos no mercado brasileiro.
Em São Paulo eu conheço duas importadoras especializadas em vinhos alemães: a Weinkeller, que vai participar do Encontro de Vinhos, no próximo sábado na Casa da Fazenda, em São Paulo e a Vind'Ame.
Esse vinho eu provei na Vind'Ame na última sexta feira, na presença do enólogo Joachim Brand e do dono da importadora, o Michael Schuette.
Michael conhece profundamente os vinhos alemães e as classificações que deixam os enófilos iniciantes de cabelos brancos.
A Vind'Ame trabalha com importação de vinhos alemães de alta qualidade.
De forma bem rápida, podemos dizer que na pirâmide de qualidade estão os Prädikatsweine (QmP), que classificam os vinhos pelo teor alcoólico potencial que o mosto pode atingir, e englobam os vinhos Kabinett, Spätlese, Auslese (que podem ser doces ou semisecos), Beerenauslese, Eiswein e Trockenbeerenauslese (sempre doces).
Na categoria abaixo da pirâmide, estão os Qualitätswein (QbA) e logo abaixo os vinhos de mesa comuns.
Só que tem mais.
O vinho de hoje é um VDP.
É uma classificação criada por 200 dos melhores produtores alemães que segue o modelo da Borgonha na classificação.
São quatro níveis: Gutswein (o vinho que vou comentar, equivalente aos vinhos genéricos da Borgonha), o Ortswein (equivalente a um vinho Village da Borgonha), O Erste Lage (equivalente ao Premier Cru) e o Grosse Lage (equivalente ao Gran Cru).
Ainda temos a menção GG que segnifica Grosses Gewächs para os vinhos sempre secos do topo da pirâmide.
Entendido?
Agora vamos ao vinho.
É um típico Pinot Noir do velho mundo, que às cegas passaria por um Borgonha facilmente.
Não sentimos as frutas com excesso de maturação, que constantemente aparecem nos vinhos de climas mais quentes.
Sentimos a fruta fresca, framboesa, groselha, amora. Também um toque de couro e um leve defumado e de cogumelos secos.
Na boca é seco, fresco, suculento, graças a uma acidez própria dos bons pinot's.
Corpo médio, taninos com textura extremamente macia e um equilíbrio perfeito.
O sabor é intenso, com as notas frutadas pulando na frente e o toque terroso e defumando entrando para dar complexidade e persistência.
Escolhi escrever sobre o vinho mais barato da prova e ele é surpreendente.
Nota: 92
Preço: 159 reais.
Importador: https://www.vindame.com.br/

sábado, junho 29, 2019

Vinho, queijo e chocolate estão no acordo entre Mercosul e União Europeia





O Acordo prevê que uma série de tarifas comerciais sejam eliminadas depois de aprovação dos parlamentos dos 32 países envolvidos.
O Brasil será beneficiado com a venda de suco de laranja, frutas, café solúvel.
Carne bovina, frango, açúcar e etanol, serão submetidos a um sistema de cotas para entrar na Europa.
Entre os produtos que devem entrar no Brasil sem imposto de importação estão vinhos, chocolates, queijos, carros, máquinas, produtos químicos e farmacêuticos, entre outros.
Pelas regras do acordo, 90% dos produtos terão suas tarifas zeradas em até 10 anos, mas alguns diplomatas mais otimistas falam de um prazo que vai de 2 a 5 anos.
No caso do Brasil, os principais produtos de exportação para os europeus são: soja, plataformas de perfuração ou exploração, minérios de ferro, celulose, petróleo e café.
Os produtos europeus que mais importamos são: medicamentos, produtos manufaturados, partes para carros e tratores.

quinta-feira, junho 27, 2019

Muito bom, bonito e barato... Leyda Reserva Pinot Noir 2018 - Chile



Não é fácil encontrar um vinho com essa qualidade custando menos de 100 reais.
Principalmente se esse vinho for elaborado com a Pinot Noir, que é uma variedade difícil de cultivar.
Tem boa intensidade aromática, com notas de terra, bosque, framboesa, defumado, couro...
Características claras de um bom Pinot Noir.
Na boca é seco, fresco, com uma excelente acidez.
Os taninos são delicados, o sabor é persistente, repetindo os aromas sentidos no nariz.
Uma excelente relação qualidade/preço.
Nota: 91
Preço: 79,80 reais
Importadora: https://www.grandcru.com.br/vinho-tinto-leyda-pinot-noir-reserva-2018-750-ml/product/CHVLY0106A18

terça-feira, junho 25, 2019

Aska Bolgheri Rosso DOC 2016 - Toscana - Itália





Um belo tinto, que une Cabernet Sauvignon com Cabernet Franc. Isso mesmo, une.
Esse vinho literalmente é uma união de características das duas uvas desde a primeira impressão até o final de boca.
No nariz notas de cassis, amora, cereja, tabaco...
Na boca é encorpado, tem os taninos bem finos com textura granulada e uma ótima acidez, que é quase uma marca registrada da Toscana.
No final de boca, aparecem notas de tabaco e eucalipto.
Um vinho longo, elegante e ao mesmo tempo potente e delicado.
Nota: 91
Produtor: Castello Banfi https://castellobanfiilborgo.com/pt
Importador: www.worldwine.com.br
Preço: 268 reais.

segunda-feira, junho 24, 2019

Hussonet Cabernet Sauvignon Gran Reserva 2014 - Valle de Maipo - Chile





Produzido pela Viña Haras del Pirque, que diz ter dado ao vinho, o nome de seu garanhão mais famoso.
O Cabernet Sauvignon do Valle de Maipo é sem dúvida um dos melhores do mundo.
Esse vinho tem 13% de Syrah.
É um tinto com boa intensidade aromática, com as notas de frutas frescas ainda bem presentes.
Amora, cassis, goiabada, tabaco, especiarias...
Passou 14 meses em barricas francesas.
Na boca é encorpado, seco, tem boa acidez e taninos com textura macia e granulada.
No sabor, as frutas ainda prevalecem, mas aparecem alguns toques de cacau e leve defumado.
Tem boa persistência e os 14% de álcool estão quietinhos, tudo bem equilibrado.
Nota: 91
Importador: https://www.winebrands.com.br/vinho-tinto-haras-de-pirque-gran-reserva-hussonet-2015/p
Preço: 128 reais.

quarta-feira, junho 19, 2019

Brasil e Chile reconhecem selos orgânicos para o comércio entre os dois países.





Finalmente o Brasil reconhece os vinhos orgânicos. Por enquanto só os do Chile.
Os dois países fizeram um acordo de equivalência de produtos orgânicos de origem vegetal in natura processados nos dois países.
O acordo vai facilitar o comércio desses produtos entre os dois países.
Enquanto o Brasil libera cada dia mais o uso de produtos químicos na agricultura, essa notícia chega em boa hora.
O acordo foi assinado em setembro do ano passado passou a valer agora.
Os dois países se comprometem a reconhecer os certificados orgânicos emitidos no Chile e no Brasil, como equivalentes.
Os produtos devem ter selo orgânico do país de origem.
O acordo vale por 5 ano e pode (e deve) ser renovado automaticamente.

Perez Cruz Limited Edition Syrah 2015 - Valle de Maipo - Chile





Provei esse vinho às cegas, e logo reconheci como um vinho chileno.
A ficha técnica diz que ele tem um pouco de Mourvèdre e Grenache, toque típico do enólogo Germán Lyon, que procura olhar sempre para o berço das variedades e dos cortes para elaborar suas maravilhas chilenas. No caso olhou para o Rhône, terra (para mim) incontestável dos melhores Syrah do planeta.
Lembra da primeira frase do texto? Pois é, o enólogo olhou pra França e fez um vinho chileno.
Talvez isso ajude a explicar um pouco a palavra intraduzível: Terroir.
No terroir chileno esse corte ganhou algum toque de eucalipto e goiabada, mas não perdeu a característica de especiarias, pimenta branca, ervas aromáticas, fumo, amora, ameixa, tudo muito bem harmonizado, se tornando uma coisa só.
É encorpado, tem boa acidez e taninos com uma textura agradável.
O sabor é intenso, com uma nota de violeta acompanhando aromas provocados pela passagem em barricas francesas (14 meses).
Tem boa persistência, com um toque de chocolate no final.
Nota: 90
Preço: Cerca de 120 reais.

terça-feira, junho 18, 2019

Grande Prova dos Vinhos do Brasil apresenta os vencedores




Participei pela primeira vez da degustação e realmente é uma experiência que oferece um painel maravilhoso da produção brasileira de vinhos de qualidade.
Foi um ano de recordes para os organizadores Sergio Queiroz e Marcelo Copello.
Abaixo números e resultados:
- 1.071 inscrições (2018 foram 920)
- 122 vinícolas (2018 foram 117)
- 8 estados: RS, SC, PR, SP, MG, PE, BA, GO
- 41 categorias (2018 foram 30)
- 51 campeões (com os empates) OBS: vários vinhos/vinícolas que nunca haviam sido campeões. E nos campeões vinhos de 7 estados (todos exceto GO)
- 37 Duplo-Ouro (3,5%) (nota mínima 92), ano passado foram apenas 8
- Nota mínima para ouro subiu de 88 em 2017; 88,5 em 2018; 90 em 2019
- 276 ouros 26%, em 2018 foram 272
- Apenas 3 vinhos (0,03%) com nota 93, o que demonstra o rigor do concurso
- Bag-in-Box: 9 tintos, o campeão com 89 pontos
- Sucos: brancos 8 amostras e 1 ouro; tintos 30 amostras com 3 duplo-ouros e 8 ouros
Categorias de melhor performance
- Touriga Nacional 100% dos vinhos foram premiados
- Super premium 88% dos vinhos foram premiados
- Tintos de outras castas 85%
- Cabernet Franc 74%
Resultado por categorias
1. Espumante Brut Branco Champenoise
- Valmarino Brut Tradicional. 2015. Pinto Bandeira, RS.
- Pizzato Brut Branco Tradicional D.O.V.V. 2017. Vale dos Vinhedos, RS.
2. Espumante Brut Branco Charmat
- Vivatto Brut. 2018. Fante. Flores da Cunha, RS
- Virtus Brut Monte Paschoal Charmat. 2019. Vinícola Basso. Farroupilha, RS.
3. Espumante Brut Rosé Champenoise
- Villa de Vinhas Brut Rosé. Zanella. Antônio Prado, RS.
- Casa Valduga 130 Rosé. Vale dos Vinhedos, RS.
4. Espumante Brut Rosé Charmat
- Cheti Brut Rose, Caxias do Sul, RS.
- Terranova Brut Rosé. Miolo. Vale do São Francisco, BA.
5. Espumante Extra-Brut e Nature Rosé (Charmat e Champenoise)
- Estrelas do Brasil Nature Rose. 2013. Caxias do Sul, RS.
6. Espumante Extra-Brut Branco (Charmat e Champenoise)
- Victoria Geisse Extra Brut Vintage Gran Reserva. Pinto Bandeira, RS.
7. Espumante Nature Branco (Charmat e Champenoise)
Valmarino Nature Champenoise. 2013. Pinto Bandeira, RS.
8. Espumante Prosecco/Glera (Charmat e Champenoise)
Estrelas do Brasil Prosecco. NV. Caxias do Sul, RS.
9. Espumante Moscatel Branco
- Panizzon Moscatel. Flores da Cunha, RS.
- Garibaldi Moscatel. NV. Garibaldi. Garibaldi, RS.
- Courmayeur Moscatel. NV. Courmayeur. Garibaldi, RS.
10. Espumante Demi-Sec Branco Charmat
- Garibaldi Vero Demi Sec Charmat. Garibaldi, RS.
11. Espumante Demi-Sec Branco Champenoise
- Stravaganzza Demi Sec Champenoise. Don Giovanni. Pinto Bandeira, RS.
12. Espumante Moscatel e Demi-Sec Rosé (Charmat e Champenoise)
- Casa Valduga Naturelle Moscatel Rosé. Vale dos Vinhedos, RS.
13. Branco Chardonnay
Pizzato Legno Chardonnay Gran Reserva D.O.V.V. 2018. Vale dos Vinhedos, RS.
14. Branco Sauvignon Blanc
- Sauvignon Blanc Don Affonso. 2019. Serra Gaúcha, RS.
15. Branco Gewurztraminer
- Leone di Venezia Gewurztraminer. 2018. São Joaquim, SC.
16. Branco Riesling Itálico e Renano
- Villa Mosconi Riesling. 2017. Poços de Caldas, MG.
17. Branco Moscato
- Casa Perini Macaw Moscato. 2018. Farroupilha, RS.
18. Branco Viognier
- RAR Collezione Viognier. 2015. Campos de Cima da Serra, RS.
19. Branco de Outras Castas e Cortes
- Leone di Venezia Oro Vecchio. 2018. São Joaquim, SC.
20. Tinto Cabernet Sauvignon
- Cabernet Sauvignon Reserva Fabian. 2005. Nova Pádua, RS.
- Censurato Cabernet Sauvignon. 2011. Vinícola Franco Italiano. Colombo, PR.
21. Tinto Merlot
- Kranz Merlot. 2008. Treze Tílias, RS.
- Sfera Merlot. 2013. Arbugueri. Caxias do Sul, RS.
- Pizzato Merlot de Merlots Reserva D.O.V.V. 2015. Vale dos Vinhedos, RS.
22. Tinto Tannat
- Barão de Petrópolis Tannat Clássico. 2014. Flores da Cunha, RS.
- Dall’Agnol Superiore Tannat. 2008. Estrelas do Brasil. Caxias do Sul, RS.
23.Tinto Syrah
Poesia Gran Reserva Syrah. 2018. Vinícola Castanho. Jundiaí, SP.
24.Tinto Pinot Noir
- Dedicato Pinot Noir Monte Paschoal. 2014. Vinícola Basso. Farroupilha, RS.
25. Tinto Cabernet Franc
- Valmarino Cabernet Franc ANO XXI. 2016.. Pinto Bandeira, RS.
26.Tinto Marselan
- Viapiana Marselan. 2013. Flores da Cunha, RS.
27. Tinto de Outras Castas
- Pizzato Alicante Bouschet Reserva. 2015. Vale dos Vinhedos, RS.
28. Tinto Cortes
- RAR Reserva de Família Cabernet/Merlot. 2015. Campos de Cima, RS.
29.Tinto Malbec
- Sincelo Malbec. 2014. Urupema. Urupema, SC.
30. Tinto Touriga Nacional
Miolo Single Vineyard Touriga Nacional. 2018. Miolo. Campanha Meridional, RS.
31. Tinto Teroldego
- Wine Club Franco Italiano Teroldego. 2011. Vinícola Franco Italiano. Colombo, PR.
32. Tinto Sangiovese
- Leone di Venezia Sangiovese. 2017. Leone di Venezia. São Joaquim, SC.
33. Tinto Tempranillo
- Rio Sol Tempranillo. 2017. Vitivinícola Santa Maria. Lagoa Grande, PE.
34. Tinto Super Premium
- Viapiana Nebbiolo. 2015. Flores da Cunha, RS.
35. Tinto Ancellotta
- Panizzon Ancellotta. 2015. Flores da Cunha, RS.
36.Tinto Petit Verdot
- Pássaro da Lua Petit Verdot. 2014. Vinícola Cárdenas. Serra do Sudeste, RS.
37. Rosé
- Miolo Seleção Rosé. 2019. Campanha Meridional, RS.
38. Doces e Fortificados
- Casa Valduga Late Harvest. Vale dos Vinhedos, RS.
39. Suco de Uva Integral Branco
- Peculiare Suco de Uva Branco Integral. 2019. Serra Gaúcha RS.
40. Suco de Uva Integral Tinto
- Suco de Uva Integral Kranz 2019. Treze Tílias, SC.
41. Bag in Box
- Miolo Seleção Cabernet Sauvignon / Merlot. 2017. Miolo. Campanha Meridional, RS

segunda-feira, junho 17, 2019

Velejando no Tejo, na região de Lisboa.





Num dia de verão, pegamos o veleiro do navegador solitário (Ricardo Diniz), um dos grandes velejadores desse planeta, que faz travessias pelo mundo e na ocasião, tinha o patrocínio do vinho do Porto Taylor (não sei se ainda continua).
Ver a Lisboa de outro ângulo é mágico.
Foi tudo gravado pelo celular e eu resolvi juntar tudo agora.
Assista:





Sempre que vejo o Tejo, lembro dessa maravilha do Fernando Pessoa:

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele...

sexta-feira, junho 14, 2019

Desconto especial para o Encontro de Vinhos e Churrasco.




Só até domingo, quem usar esse código de desconto PAPODEVINHO
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Entre no link e garanta seu ingresso agora mesmo: https://vinho-e-churrasco.eventbrite.com.br?discount=PAPODEVINHO
Promoção válida até domingo.
O evento acontece dia 6 de Julho, das 12 às 22, na Casa da Fazenda do Morumbi, em São Paulo.



A JM Wines vai do vinho em lata ao Brunello de 900 reais. A Jessica explica...





Em plena Avenida Paulista, tem uma loja de vinhos bem eclética, dentro do Shopping Cidade de São Paulo. O endereço é Avenida Paulista 1230 e a JM Wines fica no 4º andar do Shopping.


quinta-feira, junho 13, 2019

Conversei com Anselmo Mendes, "O Cara" dos Vinhos Verdes.




A feira de vinhos de Portugal, em São Paulo, é uma excelente oportunidade para entender o motivo do sucesso português no mercado brasileiro.
Conversar com Anselmo Mendes e provar seus vinhos, pode ajudar a entender esse sucesso.
Ele é "o cara" dos Vinhos Verdes.


quarta-feira, junho 12, 2019

Na Cave Nacional, no Rio de Janeiro, o vinho importado não tem vez.




A Cave Nacional é provavelmente o lugar onde é possível encontrar mais rótulos de vinhos brasileiros. É uma loja, restaurante e bar onde só existem vinhos do Brasil. Fica no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.


terça-feira, junho 11, 2019

Arthur Azevedo no programa Entre Câmeras.





Entrevista com Arthur Piccolomini Azevedo, da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP), um dos maiores nomes da educação do vinho no Brasil. Ele conta como começou no mundo do vinhos, sobre rótulos bons e ruins, a relação entre vinho e saúde, e muitos outros temas no Programa Entre Câmeras, do canal CG10 do youtube.



segunda-feira, junho 10, 2019

Com mais de 1000 amostras, a Grande Prova dos Vinhos do Brasil 2019 bateu recordes





Imagina uma prova com mais de 1000 vinhos às cegas?
A oitava edição da Grande Prova de Vinhos do Brasil quebrou todos os recordes.
Os vinhos brasileiros foram divididos em 42 categorias, formando assim, um grande retrato da produção e da qualidade dos vinhos do Brasil.
Conversei com os organizadores Sérgio Queiroz e Marcelo Copello, um pouco antes de um longo dia de provas começar.



terça-feira, junho 04, 2019

Dagaz Tierras de Pumanque 2017 - DO Colchagua - Chile





Esse é sem dúvida um dos melhores vinhos do Chile, se fizermos uma lista com no máximo 10 vinhos.
Os vinhedos ficam a 34 quilômetros do Oceano Pacífico e o solo é de granito com quartzo.
Elaborado com 77% Cabernet Sauvignon, 15% Petit Verdot, 8% Carménère e Syrah.
Vinho que mostra elegância desde o nariz. Nada em excesso.
Cereja, cassis, baunilha, terra.
Na boca é seco, corpo entre o médio e o encorpado, tem os taninos granulados muito finos, com aquela potência que não agride o palato, lembrando um Bordeaux da margem esquerda.
Tem boa acidez, que deixa o vinho fresco e suculento.
Sabor intenso, equilíbrio e persistência.
Toque de torrefação no final e certeza que pode evoluir por muitos anos (em 2027 deve estar melhor ainda).
Um super vinho!
Nota: 94
Importador: Casa do Porto (Vitória - ES) e Galeria dos Vinhos São Paulo.
Preço: 349 reais.



quarta-feira, maio 29, 2019

Pintura com vinho de Arianna Greco.





Arianna Greco é uma artista italiana que usa o vinho como tinta. Ela é solicitada para apresentações de pinturas ao vivo em diversos eventos na Itália e no exterior.
Veio para o Encontro de Vinhos em 2016.
Essa obra ela acabou de terminar.




terça-feira, maio 28, 2019

No Encontro Mistral entre tantas atrações, estavam os vinhos da Ilha da Madeira.




O Encontro Mistral é uma oportunidade fantástica para provar vinhos de diferentes países e regiões.
Entre tantas atrações até muito mais famosas, provei os vinhos da Ilha da Madeira.
A Ilha tem uma tradição importante, vinhos complexos, únicos e muito menos resultado financeiro do que outras regiões.



Além disso, o turismo provoca o crescimento do mercado imobiliário, o que faz com que muito vinhedos percam espaço para hotéis.
Para se ter uma ideia, a uva Terrantez está quase extinta.
Assista a conversa que tive com o enólogo Francisco Albuquerque, das marcas Blandy's, Cossart Gordon, Miles, Leacocks e Atlantis.





segunda-feira, maio 27, 2019

Château Mangot Todeschini - Saint-Émilion Grand Cru 2012 - Um super Bordeaux!




Uma missão nada fácil é encontrar grandes vinhos de Bordeaux, desses que merecem estar entre os Première Grand Cru Classé e não estão, e por isso custam muito mais barato, mas nem por isso são para qualquer bolso.
Esse é um vinho de 590 reais, mas tem o mesmo nível de alguns vinhos muito mais caros tanto em Saint-Émilion como em outras AOCs de Bordeaux.
É um vinho de 2012, que mostra no nariz um toque de alcaçuz e defumado, resultado da evolução, mas ainda predominam as frutas frescas como framboesa, cassis e cereja.
Um toque de tabaco, talvez seja sinal dos 40% de Cabernet Franc (tem ainda 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon).
Na boca é um vinho extremamente elegante, com os taninos de um estilo típico da margem direita de Bordeaux, com uma potência quase escondida pela maciez e pela textura granulada.
Tem boa acidez, sabor intenso, é encorpado e tem um final de boca delicioso com um toque de tabaco acompanhando as frutas frescas.
Nota: 94
Preço: 590 reais.
Importador: PNN Import www.magnumclub.com.br


sexta-feira, maio 24, 2019

Navarro Correas Selección de Parcelas Cabernet Sauvignon Reserva 2016 - Mendoza - Argentina





Pouca gente sabe, mas a Argentina tem uma legislação para os vinhos rotulados como Reserva e Gran Reserva.
Os vinhos tintos Reserva precisa passar pelo menos 12 meses em barricas e os Gran Reserva o dobro do tempo.
Os brancos podem ser rotulados com a metade do tempo (6 meses reserva e 12 meses de barrica Gran Reserva).
Esse é um reserva moderno, que não deixa a madeira aparecer muito e com os aromas de frutas mais frescas, sem aquela geleia ou compota, que deixa o vinho mais pesado e até adocicado na boca.
No nariz as frutas são frescas.
Amora, mirtilo...
E as notas provocadas pela reserva em barrica são delicadas: baunilha e chocolate.
Na boca é encorpado, seco, tem boa acidez e taninos granulados, com textura macia, muito bem resolvido.
O sabor é intenso, com as notas sentidas no nariz se repetindo e um toque de tabaco bem interessante.
Boa persistência.
Vinho excelente!
Nota: 91
Importador: www.devinum.com.br

terça-feira, maio 21, 2019

Documentário completo na bela região da Campania. Terra de vinhos e gastronomia.




Esse documentário, gravado entre setembro e outubro de 2018 e só concluído agora, mostra a influência do Vesuvio nos produtos da gastronomia e no vinho.
Mostro alguns dos produtos.
Passei 10 dias por lá, visitando produtores de vinho, cebola, tomate, queijo, chocolate, figo...
Achei que seria muito tempo para uma região relativamente pequena, se pensarmos como brasileiros.
Mas foi pouco.
Faltaram coisas que eu queria fazer e não tive tempo, mas mostrei coisas que não imaginava encontrar e isso resultou num documentário interessante e gostoso de assistir.
Espero que gostem: Campania - Le ceneri che fioriscono - (As cinzas que florescem).


segunda-feira, maio 20, 2019

Covela Edição Nacional Avesso 2017 - Vinho Verde - Portugal





A Quinta da Covela fica em Baião, que é a região do Vinho Verde onde a Avesso é a uva principal.
Além da Avesso, a região produz vinhos principalmente com as uvas brancas Alvarinho, Arinto, Azal, Loureiro e Trajadura.
Entre as tintas, somente 3: Espadeiro, Padeiro e Vinhão.
47 castas são autorizadas.
Esse Avesso da Covela, está entre os melhores da região do Vinho Verde.
Tem notas as notas florais típicas da Avesso, mas elas não são explosivas como alguns vinhos cansativos com outras variedades mais aromáticas. 
Um toque cítrico e mineral acompanham.
Na boca é seco, mostra uma cremosidade interessante, que dá corpo e estrutura.
Tem ótima acidez e sabor, com um toque de petróleo, salino e cítrico.
Pode acompanhar muito bem pratos com frutos do mar, imagino com uma moqueca.
Nota: 89
Preço: 94 reais.
Importador: https://www.winebrands.com.br/vinho-branco-quinta-de-covela-avesso-2017--2002535--2002638-/p

 
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