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quarta-feira, novembro 13, 2013

Azeite brasileiro passa no teste publicado pelo Jornal O Globo. Algumas marcas famosas são pura fraude!!!


Foram testadas 19 marcas de azeites, alguns ditos, extravirgem.
Estes 4:
Figueira da Foz,
Tradição,
Quinta d’Aldeia,  
Vila Real,
são uma mistura de óleos que nem podem ser considerados azeite.
Estes outros:
Borges,
Carbonell,
Beirão, 
Gallo,
La Espanhola,
Pramesa,
Serrata,
posan de extravirgem, mas só poderiam ser vendidos como virgem.
Já o azeite brasileiro Olivas do Sul e mais: Carrefour, Cardeal, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor e Qualitá, estão de acordo com a legislação e qualidade.

Reveja a reportagem que fiz sobre o azeite Olivas do Sul no Papo de Vinho:

Provei o azeite brasileiro. Excelente!

Depois de visitar o site e ver os pontos de venda pelo Brasil, fui ao Empório Santa Luzia para procurar os dois varietais produzidos pela Olivas do Sul, só encontrei o Arbequina.
O azeite é produzido no Rio Grande do Sul, em Cachoeira do Sul, entre Porto Alegre e Santa Maria.
A minha curiosidade foi pelo ineditismo de uma cultura de olivas no Brasil e por saber que os azeites são bem diferentes do vinho, pois dependem muito mais do frescor, do que do terroir.
Comprar um azeite europeu significa comprar um azeite que viajou, ficou alguns dias na alfândega e, com sorte, demorou 3 meses para chegar até o consumidor. Eu diria até, com muita sorte!
Por esse motivo, tenho escolhido bons azeites argentinos e chilenos, que viajam menos e chegam com menos burocracia ao Brasil.
Os europeus boicotam produtos agrícolas brasileiros, nosso governo coloca os impostos nas alturas e nossos portos e alfândegas amam a burocracia, como Romeu amava Julieta.
Usando máquinas italiana de última geração, a Olivas do Sul produz azeites extra virgens de alta qualidade.

Provei o Arbequina com a taça certa, na temperatura do corpo e, para o bem e para o mal, não era diferente dos azeites europeus.
Para o bem pela qualidade, que é bem clara.
Com 0,2 de acidez, o azeite tinha notas herbáceas, alface, tomate e leve amendoado. Na boca tinha o amargor tradicional e picante, na medida certa.
Quando disse que não era diferente para o bem e para o mal em relação aos europeus, é porque o preço (21 reais por 250 ml) é alto, tratando-se de um produto nacional, e o frescor esperado não se confirmou.
Estava já um pouco rançoso, como deviam estar 90% dos azeites importados daquela prateleira.
Devia estar a muito tempo na prateleira, pela falta de conhecimento e pelo gosto dos clientes daquele empório de alto luxo, que por certo preferem os importados.
A Arbequina é uma variedade de colheita precoce, alta produtividade e bom rendimento de gordura.
Mesmo assim, o azeite passou no teste com louvor, já que o frescor depende de seu consumo em curto prazo.
Um bom azeite, mesmo estando há muito tempo na prateleira mostra qualidades, nos dando a certeza de que ele já foi muito melhor logo após a prensagem.
Quero provar o outro varietal, Arbosana, que não tinha na prateleira e quero provar fresco.
Vi que vendem pelo site: http://www.olivasdosul.com.br/

1 comentários:

Francisco Machado disse...

Gostei da matéria e gostaria de saber as marcas dos azeites extra virgens argentinos e chilenos que diz serem bons.
Obrigado
Francisco
kikocaipira@gmail.com

 
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