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quarta-feira, julho 25, 2018

Dei de cara com um vinho da uva Serine. E descobri que era uma velha conhecida.





Era um vinho do Rhône e eu até imaginei que era uma velha conhecida.
Era apenas um sinônimo.
A Syrah teve muitos nomes na sua terra natal.
Em 1781 era só uma uva local, não havia muita divulgação em torno do nome da uva e não havia muita divulgação em relação a nada.
Em Hermitage, no vale do Rhône, a Syrah foi primeiro chamada pelo nome Sira, depois Sirane, depois Serine.
Serine é um nome que sobrevive no Rhône.
Muitos produtores dão esse nome para um clone diferente, que eles juram ser a Serine e não a Syrah.
Outras histórias não comprovadas dizem que a Syrah veio da Pérsia (hoje Irã), da cidade que tinha o nome Shiraz ou Chiraz. Teria sido trazida para o Vale do Rhône entre 1095 e 1291.
Do Oriente Médio, a Syrah teria passado pela Grécia.
Também a Siria jura que seu nome vem da uva nativa Syra (ou Syros).
Os sicilianos, onde a Syrah até hoje mostra boa expressão, também garantem que a cidade de Siracusa tem esse nome por causa da uva, que estaria por toda parte nos anos 200 depois de Cristo e teria sido transportada para Lyon pelo imperador romano Probus, em 281.
Mas o tal DNA resolveu a questão.
Em 1998 os exames garantiram: A Syrah é fruto de um cruzamento natural entre a Mondeuse Blanche e La Dureza, na região do vale de Isère.
A árvore genealógica está na foto acima.



Isère fica cerca de 150 km de Hermitage, provavelmente ela seguiu pelo Rio Isère.
Convencer os pais de que a Syrah não é filha deles, é outra história...
Visitei Cornas (Rhône), onde a Syrah é a única variedade permitida, conheci o museu do chocolate Valrhona e andei pelos vinhedos da Laure Colombo.
Vale muito a pena assistir a sequência de vídeos:



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