Fürst Hohenlohe Oehringen Spätburgunder (Pinot Noir) Trocken 2012 - Württemberg - Alemanha ~ Papo de Vinho
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segunda-feira, julho 01, 2019

Fürst Hohenlohe Oehringen Spätburgunder (Pinot Noir) Trocken 2012 - Württemberg - Alemanha





Os vinhos alemães são fantásticos e prejudicados pela dificuldade de leitura dos rótulos.
Não é fácil pronunciar as palavras, entender o método de classificação de qualidade e também não é tão fácil encontrar os vinhos no mercado brasileiro.
Em São Paulo eu conheço duas importadoras especializadas em vinhos alemães: a Weinkeller, que vai participar do Encontro de Vinhos, no próximo sábado na Casa da Fazenda, em São Paulo e a Vind'Ame.
Esse vinho eu provei na Vind'Ame na última sexta feira, na presença do enólogo Joachim Brand e do dono da importadora, o Michael Schuette.
Michael conhece profundamente os vinhos alemães e as classificações que deixam os enófilos iniciantes de cabelos brancos.
A Vind'Ame trabalha com importação de vinhos alemães de alta qualidade.
De forma bem rápida, podemos dizer que na pirâmide de qualidade estão os Prädikatsweine (QmP), que classificam os vinhos pelo teor alcoólico potencial que o mosto pode atingir, e englobam os vinhos Kabinett, Spätlese, Auslese (que podem ser doces ou semisecos), Beerenauslese, Eiswein e Trockenbeerenauslese (sempre doces).
Na categoria abaixo da pirâmide, estão os Qualitätswein (QbA) e logo abaixo os vinhos de mesa comuns.
Só que tem mais.
O vinho de hoje é um VDP.
É uma classificação criada por 200 dos melhores produtores alemães que segue o modelo da Borgonha na classificação.
São quatro níveis: Gutswein (o vinho que vou comentar, equivalente aos vinhos genéricos da Borgonha), o Ortswein (equivalente a um vinho Village da Borgonha), O Erste Lage (equivalente ao Premier Cru) e o Grosse Lage (equivalente ao Gran Cru).
Ainda temos a menção GG que segnifica Grosses Gewächs para os vinhos sempre secos do topo da pirâmide.
Entendido?
Agora vamos ao vinho.
É um típico Pinot Noir do velho mundo, que às cegas passaria por um Borgonha facilmente.
Não sentimos as frutas com excesso de maturação, que constantemente aparecem nos vinhos de climas mais quentes.
Sentimos a fruta fresca, framboesa, groselha, amora. Também um toque de couro e um leve defumado e de cogumelos secos.
Na boca é seco, fresco, suculento, graças a uma acidez própria dos bons pinot's.
Corpo médio, taninos com textura extremamente macia e um equilíbrio perfeito.
O sabor é intenso, com as notas frutadas pulando na frente e o toque terroso e defumando entrando para dar complexidade e persistência.
Escolhi escrever sobre o vinho mais barato da prova e ele é surpreendente.
Nota: 92
Preço: 159 reais.
Importador: https://www.vindame.com.br/

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